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Phantom Blade Zero: o que o State of Play revelou

Arte oficial do State of Play de Phantom Blade Zero, com um guerreiro de manto segurando um bebê no colo e uma espada dourada cravada à frente

O PlayStation reservou um State of Play inteiro para um jogo só. Na noite de 17 de agosto, às 23h de Brasília, Sony e S-GAME transmitiram 20 minutos dedicados a Phantom Blade Zero, o action RPG de kung fu que sai em 29 de outubro. Quem apresentou foi o diretor Soulframe Liang, ao lado de Donnie Yen. Abaixo está o que o show confirmou, com os vídeos oficiais para assistir sem sair daqui.

Um show inteiro para um jogo só

State of Play dedicado a um único jogo é raro. Esse aqui já vinha prometido desde junho.

Ao anunciar o adiamento de 9 de setembro para 29 de outubro, o diretor da S-GAME publicou uma carta garantindo um mergulho de 15 a 20 minutos em mundo, combate, exploração e progressão, quase tudo inédito.

A transmissão passou um pouco disso: 20 minutos e 52 segundos no canal oficial da PlayStation no YouTube, com exibição simultânea na Twitch.

Mais de 30 armas principais e 25 Phantom Edges

O arsenal ocupou o bloco mais longo do show.

Explorar o Wulin desbloqueia mais de 30 armas principais e 25 armas secundárias, as Phantom Edges. É o que diz o PlayStation Blog. A ficha do jogo na loja da PlayStation, no entanto, fala em mais de 20 Phantom Edges. São dois números oficiais que não batem entre si, e ninguém corrigiu nenhum dos dois. Somando as duas listas, a imprensa internacional noticiou algo acima de 55 armas.

Cada arma sobe de nível e aceita acessórios diferentes. Derrotar certos inimigos amplia o arsenal.

A parte mais generosa do sistema é a reforja. Dá para desmontar uma arma já evoluída, recuperar todo o material investido nela e aplicar em outra. Mudar de build não custa nada.

O estúdio ainda citou builds de longo alcance e invocações que entram em campo para ajudar. Os adversários nomeados no texto oficial são assassinos, corrompidos pela escuridão e mestres de artes marciais.

Wayfarer, Hellwalker e Sixty-Six Days

A dificuldade vem em três modos, e a distância entre eles é grande:

  • Wayfarer. Para quem quer acompanhar a história e pronto.
  • Hellwalker. Sobe o nível com uma inteligência inimiga mais avançada e adaptativa.
  • Sixty-Six Days. O próprio estúdio avisa que não é para os fracos de coração. Ele pega a contagem regressiva que pesa sobre o protagonista e transforma em regra de jogo.

Quem assistiu ao vivo viu ainda uma quarta opção na tela de seleção, entre Wayfarer e Hellwalker. Vários veículos também descreveram o Sixty-Six Days como um limite de vidas, com fim de jogo permanente quando a conta zera.

A S-GAME não confirmou nem uma coisa nem outra.

O Wulin, o mundo por trás do combate

O cenário se chama Phantom World. O submundo marcial onde a história acontece é o Wulin, descrito pelo estúdio como uma terra wuxia sombria, cheia de conflito e intriga.

É lá que fica Pangzhen, ponto de encontro de artistas marciais com motivações próprias. Pelo caminho aparecem moradores pedindo ajuda a Soul.

E essas missões secundárias pesam na história. O texto oficial diz que conversar com esses personagens e concluir parte das missões pode abrir novos caminhos de narrativa e revelar segredos escondidos pelo Wulin.

Quem assistiu descreve um mapa dividido em cerca de oito regiões interligadas. Não é mundo aberto, mas também não é corredor. As áreas são feitas a mão, sinos espalhados funcionam como viagem rápida e a navegação usa mapas pintados no estilo da pintura chinesa a tinta.

Donnie Yen, consultor de kung fu e o rosto de Mó Yuan

Yen ganhou seção própria no comunicado oficial, e a participação dele vai bem além de emprestar o nome.

Ele é consultor criativo de Phantom Blade Zero desde 2023. Levou para o design de combate a experiência de quem construiu carreira em artes marciais e em cinema de ação, com o objetivo declarado de entregar kung fu de verdade.

Yen também faz a captura facial e de movimento de Mó Yuan, líder do Bastion of Mó e pai do protagonista Soul. É o personagem da arte do State of Play, aquele que carrega um bebê no colo. O mesmo guerreiro mascarado que intrigou todo mundo no teaser de junho.

A identidade dele saiu antes do show, em 11 de agosto, no trailer estendido de 11 minutos que abriu as pré-vendas. É ali que Soul luta em cima de uma carroça em movimento e cruza lâminas com The Hunt, um antigo companheiro.

Data, plataformas e o que não foi anunciado

O lançamento está marcado para 29 de outubro de 2026. Uma nota de rodapé oficial avisa que o jogo sai em 28 de outubro nos Estados Unidos e em regiões selecionadas. Não são duas datas, é o mesmo horário visto de fusos diferentes.

As plataformas são PlayStation 5 e PC. No PC, as pré-vendas estão abertas na Steam e na Epic Games Store desde 11 de agosto.

Quem reserva antes libera mais cedo o acessório Treasure Basin e o traje Legacy. O estúdio faz questão de dizer que os dois também caem jogando. A edição Digital Deluxe acrescenta os trajes Wulin Legend e Blood-Steel Form, um artbook digital e a trilha sonora.

Para quem joga no Brasil, o jogo chega com legendas em português, e o áudio fica só em inglês e chinês simplificado.

Faltou a demo. Uma página chegou a aparecer por algumas horas na loja da PlayStation na semana anterior, mas o show não citou versão de teste em momento nenhum, e nem Sony nem S-GAME comentaram o caso depois.

Também não veio nenhum número de desempenho. Nada de resolução, taxa de quadros ou duração de campanha.

O que vem por aí

Agora o que falta são as análises e, quem sabe, a tal demo que a loja entregou antes da hora. Até lá, dá para acompanhar o resto da temporada nos jogos de PlayStation e nos lançamentos de PC, e conferir a agenda de eventos de 2026, onde as próximas novidades costumam aparecer primeiro.

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