Aventura de quebra-cabeças da tcheca Amanita Design, de Machinarium, numa cidade autoritária erguida em papelão. Chegou em 20 de maio de 2026 ao PC e ao macOS.
Sobre o jogo
Um par de fones de ouvido muda a vida de Felix, jovem gari de Phonopolis, a cidade de papelão da Amanita Design. Com eles, as ordens dos alto-falantes deixam de valer para ele, e Felix passa a enxergar o que mais ninguém vê: o Tom Absoluto, o som com que o Líder quer dobrar de vez a população.
Papelão de verdade
Antes da estreia, o visual já tinha prêmio, o Excellence in Visual Art do Independent Games Festival de 2024. A equipe pintou a cidade à mão em papelão de verdade e só então a levou ao 3D, animada quadro a quadro, a 12 por segundo, à moda do stop-motion.
A direção de arte, de Eva Marková, olha para o construtivismo, o futurismo e o suprematismo. São vanguardas do entreguerras que acabaram a serviço da propaganda, e combinam com uma cidade movida a ordens. A música é de Floex, nome artístico de Tomáš Dvořák, o mesmo de Machinarium e de Samorost 3.
A cidade em jogo
Os alto-falantes do Líder passam a trabalhar para Felix nos enigmas com outros personagens. O cenário também vira peça, com cortina de papel para rasgar, parede para girar e máquina para operar. Karel Čapek e George Orwell, que o estúdio aponta como inspiração, estão no tema, e o humor leve da Amanita está no jeito de contar.
Lançamento
Phonopolis chegou em 20 de maio de 2026 ao PC, pela Steam, pela GOG e pela Epic Games Store, e ao macOS, depois de mais de dez anos de produção. Os textos estão em 19 idiomas, entre eles o português do Brasil. Em setembro, ficou entre os finalistas de duas categorias do Golden Joystick Awards.
Felix tem os fones dele, e o estúdio pede que o jogador ponha os seus: Phonopolis é uma cidade para ver e para escutar.